domingo, 20 de setembro de 2015

FES x TENS

As diferenças entre um aparelho e outro:

Ambos servem para o alívio de dor, recuperação e estimulação muscular, mas, cada um possui uma característica, indicação e modo de funcionamento diferente.

O TENS para fisioterapia é um tratamento indicado para o alívio de dor aguda ou tratamento de dor crônica. Além de dores pós-operatórias, cervicais, lombares; dores de cabeça, dente; dores articulares, artrites, bursites; dores musculares, contusões, tendinites; dores causadas pelo câncer; dores viscerais; neuropatias e neurites, entre outros.

A vantagem do TENS para fisioterapia é que ele não é um procedimento invasivo e pode ser realizado desde um ambulatório como durante um período de internação. Apresenta poucas contraindicações e efeitos colaterais.

Já o F.E.S para fisioterapia é indicado para eletroestimulação muscular, comum para pacientes neurológicos, como o AVC, por exemplo. É um tratamento que resultar em fortalecimento muscular, facilita o controle motor voluntário, reduz temporariamente a espasticidade, facilita o retorno venoso e linfático, entre outros.


O tratamento com o F.E.S para fisioterapia é um pouco mais complexo que o TENS. Ele possui uma corrente elétrica, que serve como estimulação e provoca a contração dos músculos paralisados ou enfraquecidos por conta da lesão do neurônio motor superior (derrames, traumas, crânios encefálicos, paralisia cerebral são alguns exemplos).



Ou seja, é de nosso conhecimento que a eletroterapia tem um benefício mais demorado do que o tratamento manual.
O TENS para fisioterapia é utilizado praticamente nos casos de dores crônicas e agudas e o F.E.S para fisioterapia é utilizado para eletroestimulação muscular, comum em pacientes que apresentam quadros neurológicos.



  • UM DOS MÉTODOS DE APLICAÇÃO DOS ELETRODOS (F.E.S)





  • ALGUNS MÉTODOS DE APLICAÇÃO DE ELETRODOS DO TENS





MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O LINK:

Lombalgia na visão de Mackenzie x William


A lombalgia, por se tratar de uma patologia que acomete praticamente todas as pessoas, pelo menos uma vez na vida, gera grandes dúvidas sobre as suas causas, diagnósticos, tratamentos e profilaxias. Apesar de já existirem várias causas definidas, ainda permanecem casos obscuros. Existem várias técnicas de tratamento fisioterapêutico, mas poucas obtêm ótimos resultados. Por isso, existe uma grande variação de protocolos utilizados. Bons resultados são obtidos quando a lombalgia tem sua causa definida e os métodos específicos são aplicados. Mas ainda mantêm-se as questões levantadas em todos os momentos pelos fisioterapeutas e estudiosos do assunto: num caso de dor lombar, qual o método mais indicado para o tratamento, Williams ou McKenzie? Seria correto aumentarmos a lordose lombar ou retificá-la? 


Método Mackenzie:

Pelo método de Robin McKenzie, a coluna vertebral possui curvaturas que foram determinadas através de um processo de adaptação da evolução humana. Com o intuito de absorver os choques e permitir maior flexibilidade. A dor lombar, segundo McKenzie, é causada pela tensão muscular ou estiramento dos ligamentos e outros tecidos moles. Isso geralmente ocorre com a manutenção dos maus hábitos posturais, excesso de flexões e posições relaxadas, ou seja, qualquer posição onde a coluna lombar tende a retificar-se. Outras causas comuns que podem ocorrer são as forças externas aplicadas na coluna, provocando tensão nas estruturas, levantamento de objetos excessivamente pesados e posição curvada enquanto se trabalha. Entre todas esta causas, a posição sentada de forma incorreta representa a maior causa de dor lombar. 
Durante o movimento de flexão, McKenzie acredita que o núcleo do disco desloca posteriormente, a pressão no disco aumenta e o sistema ligamentar posterior fica tensionado. Na extensão o anel posterior fica protuberante (fisiologia normal), o disco desloca anteriormente, reduz a pressão no IV disco intervertebral e o sistema ligamentar fica relaxado. McKenzie apresenta a flexão e a má postura sentado, como os maiores responsáveis pelos casos de protusões, fissuras, rupturas, tensões, estiramentos e compressões das estruturas da coluna lombar. 
O próprio método possui sua forma de diagnóstico. Existe uma anamnese onde é colhida a história da lesão. É realizado um exame objetivo e, posteriormente, são feitos testes dos movimentos, confirmando o diagnóstico mecânico. Em caso de haver irradiação da dor durante os testes, o teste neurológico também é efetuado. Lembrando que, segundo Mckenzie, a dor lombar pode ser uma síndrome de postura, disfunção ou desarranjo. McKenzie argumenta que a execução regular de exercícios de extensão passiva no distúrbio posterior, pode acentuar a qualidade ou melhorar a natureza dos tecidos curativos no anel posterior. 
De acordo com o diagnóstico, o tratamento segue princípios conforme o acometimento. No caso de uma síndrome de postura, o tratamento será a correção postural, numa disfunção de flexão utiliza-se o princípio da flexão, disfunção da extensão o princípio da extensão, no desarranjo posterior o princípio da extensão, no desarranjo anterior o princípio da flexão e na aderência nervosa o princípio de flexão. Outros casos, como a articulação sacrilíaca e do quadril, são utilizados métodos não abordados neste trabalho. 




Exercício de extensão de Mackenzie. Na posição pronada, o paciente eleva a parte superior do corpo, estendendo passivamente a coluna lombar. 




LOMBOCIATALGIA
Nota: Estes exercícios podem ser um pouco desconfortáveis para as suas costas MAS, após algumas repetições você deve começar a sentir os sintomas de dor na perna a diminuir. Porém, se os sintomas de dor na perna piorarem significa que você ainda não está preparado para eles e deve parar de imediato.




Método Williams:

Todos os exercícios de Williams são acompanhados de flexão do quadril, gerando tração dos músculos ísquio-tibiais que levam a retroversão pélvica. Este movimento é conhecido por contra-nutação. O movimento de flexão é limitado pela tensão exercida sobre as estruturas do arco posterior (cápsula e ligamentos da articulação interapofisária, ligamentos amarelo, interespinhoso, supraespinhoso e o ligamento vertebral comum posterior). 

Williams tem contradições próprias em seu método. Por exemplo, em um dos seus exercício básicos, o indivíduo toca o pé com as mãos. Ao mesmo tempo ele condena a flexão do corpo em pé para tocar o chão. É o mesmo exercício, mas com postura diferente. 
Os exercícios de flexão de Williams são bastante utilizados para o tratamento de grande variedade de problemas lombares. Em muitos casos o método é utilizado quando a causa da desordem ou as características não são bem compreendidos por fisiatras e fisioterapeutas. Constantemente os exercícios são ensinados com modificações próprias dos terapeutas. Qualquer modificação dos exercícios devem ser feitos sob muita consideração da ação muscular, porque os exercícios que violam o mecanismo de inclinação posterior da pelve, podem ser suficientes para prolongar os sintomas clínicos . Os exercícios em geral visam o fortalecimento dos músculos abdominais, glúteos e o alongamento de parte da cadeia posterior. 





Discussão:

Devemos fazer flexão ou extensão? 

Biomecanicamente os dois métodos são contraditórios. Ou seja, Williams acredita que a coluna lombar deve ser retificada, diminuindo a lordose lombar, fortalecendo glúteos, músculos abdominais e alongando parte da cadeia posterior. Enquanto McKenzie preserva a lordose como fator indispensável para a harmonia da coluna. É diferente o objetivo de cada método. Um retifica e o outro lordosa, um se preocupa bastante com o núcleo e o outro com a musculatura. 
Em casos de protusão discal ou mesmo leve deslocamento do núcleo pulposo dentro do disco, o método McKenzie seria o mais indicado biomecanicamente. Sendo que este método não se baseia apenas em extensões de tronco. Existe todo um procedimento a seguir, até que a extensão tenha início. Mas como explicar os terapeutas que obtêm resultados com Williams em protusões discais? Seria devido ao alongamento dos ísquios durante a sessão, levando a nutação pélvica e posteriormente um aumento da lordose lombar? Estaria aí o benefício deste método? Ou sua atuação está apenas no alongamento de parte da cadeia posterior e, conseqüente, afastamento das fibras anulares posteriores? 

Quando a dor lombar é causada por encurtamento da cadeia posterior, também denominada de síndrome da disfunção por McKenzie, ambos os métodos possuem embasamento. Lembrando que nesta síndrome (disfunção de flexão) McKenzie trata através das flexões. Analisando as alterações teciduais produzidas pelas flexões de Williams, este caso seria o mais indicado para este método. 
Por se tratar de um problema que afeta toda a sociedade e principalmente a ativa, faltam mais investimentos em pesquisa, visando estabelecer comparações e paralelos entre métodos pré-existentes. A classe fisioterápica necessita mais do que ninguém de dados confiáveis, podendo, assim, surgir novas formas de tratamento baseados em evidencias. Existe a necessidade de surgir cada dia mais o fisioterapeuta pesquisador. Comprovando cientificamente tratamentos, que vem sendo criados e incorporados à nossa realidade indiscriminadamente, sem antes testar por meio de pesquisas suas aplicabilidades. 



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ANTIGINÁSTICA - Thérèse Bertherat

Fonte: www.dicasdemulher.com.br 
Conceito
- A Antiginástica é um método original de bem estar que permite a cada um se conhecer melhor , se apropriar e habitar seu próprio corpo.
- Ela foi criada no começo dos anos 1970 pela fisioterapeuta francesa Thérèse Bertherat, autora do best-seller O corpo tem suas razões
- Os movimentos propostos são sutis, precisos e rigorosos. 
-  Eles levam em conta os pensamentos, emoções e afetos, respeitando a integridade da estrutura corporal, particularmente, as leis mecânicas do corpo, descobertas pela fisioterapeuta francesa Françoise Mézières. 
- O método se aplica ao ser integral, corpo, mente e espírito intimamente interligados. 
-  Mais de quarenta anos após sua criação, a Antiginástica é conhecida e praticada em dezenas de países.

Princípios
- A única causa de toda deformação corporal é o encurtamento (inevitável) da musculatura posterior.
-  A estrutura determina o comportamento;
- Somos todos (potencialmente) belos e bem-feitos;
- "Agente não fica doente de uma hora para outra; a gente vai pouco a pouco se deixando ficar doente (donde a necessidade de tomar consciência do próprio corpo enquanto ele está relativamente sadio)";
- Ninguém consegue ensinar-lhe o que você já não sabia;
-  A autonomia é desejável e atingível. 

Fundamentos
- O corpo faz parte de um sistema integrado;
-  Antiginástica não é um método de alívio;
- Transformação concomitante da estrutura interna e exterma;
- O método propõe uma atitude não-diretiva por parte do terapeuta;
- O ritmo do trabalho é determinado pelo paciente, que tem liberdade de recuar ou avançar;
- Tomada de consciência. 
 Benefícios
- Melhora do tônus muscular e da mobilidade. 
- Diminuição do stress e das tensões musculares (costas, nuca, ombros…). 
- Desenvolvimento da motricidade e da coordenação. 
- Preparação e recuperação depois de uma atividade física. 

  Uma sessão de Antiginástica
- Em grupos pequenos
- A Antiginástica se pratica em pequenos grupos guiado por um profissional certificado.
- Em que ritmo?
- Em função das disponibilidades, é possível participar de sessões semanais de 1hora e meia, sessões mensais de meio dia ou de dia inteiro ou vivências de dois a quatro dias.
- Uma sala confortável
- A prática é feita em uma sala de paredes claras, calma e neutra. Um espesso tapete cobre o chão e a iluminação é filtrada.

Os movimentos
- Os movimentos propostos nas sessões são precisos, rigorosos e respeitam o corpo e a fisiologia de cada músculo. São, também, variados, criativos, divertidos, às vezes surpreendentes e até mesmo momentaneamente desconcertantes.

No seu ritmo
- Você faz os movimentos no seu ritmo, em função das suas possibilidades no momento e sem preocupação com a performance. Muitas vezes, é até mais interessante “falhar” num movimento e descobrir o que o seu corpo ainda não pode realizar, o que não ousa fazer, o que esqueceu. 
Sentir e comparar
- Para melhor sentir os efeitos de um movimento, você pode começar a trabalhar um só lado de seu corpo. Isso permitirá que você observe as sutis diferenças de sensações em relação ao outro lado, aquele que ainda não fez nada. O lado que trabalhou de repente lhe parece muito mais confortável, vivo, presente, acolhedor. Então, tudo o que você quer é apenas trabalhar o outro lado também! 

As diferentes etapas de uma sessão
-  A primeira fase é um teste que permite perceber com precisão o que, da cabeça aos pés, lhe aperta e limita. O profissional pede que você fique numa posição física precisa, rigorosa e exigente. Uma posição que corresponde à sua integridade anatômica e que exige toda a amplitude de sua musculatura. É uma posição que nunca se faz, que todo mundo evita sempre. Para conseguir ficar nela, o seu corpo repete o que ele faz sempre, mas dessa vez com uma evidência flagrante: ele se torce e se deforma. Um ombro se levanta, uma perna vai para o lado, os dedos dos pés se retorcem. Por quê? Não porque, como se diz comumente, seus músculos estão fracos, mas, ao contrário, porque estão apertados por um excesso de força. 
- Um bloco muscular formidável faz você se curvar, corta sua respiração, impedem-no, agora de forma bem clara, de obedecer às ordens do seu cérebro, e  você não pode mais ignorar esse impedimento.  
- Na segunda fase da sessão você entra em contato com cada um dos seus nós musculares, os mesmos que o impediam de se mexer e de se desdobrar com elegância e que evitavam deixar a sua musculatura retomar toda amplitude natural de seus movimentos. De grão em grão, fibra por fibra, você começa, suavemente, pacientemente, calmamente, a desenrolar o novelo tão complicado de sua musculatura. Progressivamente, ao longo das sessões, o seu corpo aprende a desmontar as armadilhas nas quais estava preso. Ele se alonga, se posiciona, encontra seu verdadeiro comprimento, sua beleza natural, enfim, sua calma. 

Fonte: www.sinaldafenix.com.br  
O grupo
- Todo trabalho da antiginástica resume-se nisto: movimentos ínfimos e novos que,pouco a pouco, possibilitam aos ossos encontrar o lugar exato nas articulações; aos músculos posteriores perder um pouco de sua força excessiva; aos músculos anteriores, que não constituem uma linha contínua, unir-se e recuperar a força que lhes havia sido tomada; perceber com extrema precisão como você de fato se mexe.
- Em grupo, o trabalho se faz de dentro para fora, isto é, o participante é quem faz os movimentos que só ele pode sentir e dos quais só ele, através das sensações, pode avaliar a amplidão e a exatidão. 
O terapeuta
                     Quem deve ser o terapeuta do corpo ?
- Reconhecer que não se modifica impunemente a estrutura corporal de um ser;
- É preciso que esteja em bom contato com suas próprias emoções para não bloquear as dos outros;
- É preciso ter enfrentado seu próprio sofrimento;
- Que tenha ouvidos para captar os subentendidos, que escute o que é calado.




          Referências:
http://www.sinaldafenix.com.br/site/equilibrium/antiginastica/
http://antigymnastique.com/pt-pt/o-que-e-a-antiginastica/para-descobrir-antigym/
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/blair_250600.htm

Bobath por Péssia Grywac Meyerhof

Vale a pena todos conferirem, a precursora do Bobath no Brasil, Péssia Grywac Meyerhof, nos dando uma aula sobre este assunto:




Deixe sua sugestão para nosso o próximo post.  Gostaram??? 
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Hemiplegia: causas, sintomas e tratamento



Este arquivo vem abordar  sobre os quadros de hemiplegia, trazendo assim, um pouco mais de informação sobre esta patologia. Para mais conhecimento acesse o link, no final da página!!!

Hemiplegia Wallpaper
 http://www.wordbypicture.com/hemiplegia/
A hemiplegia consiste em um tipo de paralisia cerebral. O paciente acometido fica com um lado do corpo paralisado e bastante debilitado.
Principais causas da hemiplegia
Diferentes tipos de lesões cerebrais podem favorecer o surgimento da hemiplegia que também pode resultar de um acidente vascular cerebral (AVC). A paralisia cerebral ocorre, especialmente, durante os primeiros anos de vida do indivíduo e evolui de modo progressivo.
Características da hemiplegia
– Sensibilidade do lado afetado;
– Dor nas articulações;
– Dificuldades para controlar os músculos relacionados à pronúncia das palavras, o que pode prejudicar a compreensão da fala do indivíduo;
– Dificuldades para realizar movimentos com o braço e a perna do lado acometido;
– Encolhimento do braço, dificuldade de dobrar o joelho.
Outros sintomas estão relacionados ao lado específico do cérebro comprometido.
O tratamento para a hemiplegia
Em muitos casos, o quadro de hemiplegia não pode ser revertido totalmente. Métodos de tratamento baseados na Fisioterapia, entretanto, podem auxiliar na melhora da qualidade de vida do paciente acometido.
Os objetivos da Fisioterapia neste caso:
– Mobilidade dos membros;
– Melhora da locomoção;
– Promoção de alongamentos que atuam sobre o encurtamento dos membros ou a dificuldade de dobrar outros;
– Melhora do aspecto facial, evitando deformidades;
– Redução de reflexos involuntários;
– Tratamento da inflamação das articulações para aliviar a dor característica;
– Concessão de maior independência ao paciente no que diz respeito às atividades diárias.
As técnicas de Fisioterapia utilizadas são variáveis, a finalidade é beneficiar o estado físico e mental do paciente com hemiplegia, aumentando sua capacidade. Porém, é de suma importância observar as limitações individuais. O tratamento deve ser realizado de modo contínuo, sempre estimulando o paciente para evitar o aumento de contraturas musculares.

http://fisioterapiamanual.com.br/blog/artigos/hemiplegia-causas-sintomas-tratamento/

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